Pular para o conteúdo principal

Pouco demonstrar

        Não sou nem quero ser sua dona, é que um carinho às vezes cai bem. Às vezes entendeu? Não é preciso tocar 24 horas e, é sim necessário um intervalo maior do que 5 segundos entre um “eu te amo” e outro. De outra forma não há amor que resista. Diabetes também não....

        Essa estória de que amor demais não faz mal a ninguém é pura fantasia, historinha pra boi dormir. Amor demais faz mal sim. Mal ao coração, mal ao ego, mal ao orgulho, mau a auto-estima.
        Magoa o coração de quem ama, por que este tem consciência de que ama e ama muito. Por isso ele demonstra muito. Desse jeito ele acaba fazendo mal ao ego da pessoa amada, que sabe que é amada, então pisa, não liga, não da bola, reclama de tudo por que sabe que o outro vai sempre lhe dar razão. Por esses e outros motivos acaba fazendo um mal bem maior a pessoa que ama muito: estraga seu orgulho bom, deixa tudo mau. Tudo vira rancor, raiva, ódio, porque nunca foi correspondido, sempre esteve à disposição e o outro nem ai.
       Essa reviravolta faz mal a pessoa amada. Coitada, nunca tinha levado um gelo do outro e agora é rejeitado, e pior, ouviu o outro dizer que ele não serve pra nada, que não merece ser amado por ninguém, que não sabe amar e não merece ser feliz. Acabou com a pessoa amada.
      Por isso que eu digo: nada de muito demonstrar o amor, seja paciente. “eu te amo” duas vezes ao dia basta. Seja o primeiro e o ultimo a ligar, até que da pra ligar mais algumas vezes, porem nunca o tempo todo.
     O tempo todo enjoa. Até o amor pouco demonstrado enjoa, quem dirá o diabetes ambulante.

Postagens mais visitadas deste blog

Você é fim de tarde

Você é uma poesia preste a ser parida. Prestes a ser engolida como a saliva de quem tem a boca seca, como a parada cardíaca de quem não cometeu excessos. Você é a personificação da licença poética, a calma de observar os pássaros que comem goiaba, o eco de uma mãe que soluça o nascimento do primeiro filho, a lágrima da adolescente que recebeu sua primeira carta de amor, o gemido de uma mulher quando goza. Você é o abraço de irmãos que não se vêem há anos, o colo de avó que acaricia a neta, o fim de tarde ouvindo o conselho dos nossos mais velhos. O primeiro bolo que não sola. Você é o sorriso da primeira composição de uma artista, o grito da menina de quatro anos que faz um gol, o suspense do homem que sabe ser inocente, a satisfação de quem aprendeu a nadar. Você é os primeiros passos do bebê, o sim do casamento, o olhar de cumplicidade entre melhores amigas. A risada da criança tomando banho de chuva. Você é o canudo do diploma da formatura, é a sensação do açúcar descendo pela lí...

Despedida - Mc Tha

Perdi as contas de quantas vezes eu abri a nossa conversa pra ver se tinha coragem de enviar alguma mensagem. A minha torcida para que você estivesse escrevendo algo era maior que a torcida do Brasil em época de mundial feminino e masculino. Tem emoção demais nesse processo. Mas seu online não durava muito tempo. Você sumiu. Eu sinto saudades. Mas não vou te procurar. Respeitar seu tempo é isso, não é? Depois de tudo que te falei, de todos os pratos que pus na mesa, não pode ser eu a ir até você, porque foi você quem se sentiu pressionada. Então eu me afasto, e fico no escuro. Sem saber se em alguma hora você vai chegar, se vai fazer questão de mim. É horrível se ver nessa situação, de quem se apaixonou novamente quando nem achava que tava pronta pra isso. Mas tem uma beleza também, porque me mostra que alguns processos anteriores já foram esquecidos, algumas dores já foram curadas e eu estou pronta pra outra. Queria que a outra fosse você e lembro de quando você disse que esperava qu...