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Pouco demonstrar

        Não sou nem quero ser sua dona, é que um carinho às vezes cai bem. Às vezes entendeu? Não é preciso tocar 24 horas e, é sim necessário um intervalo maior do que 5 segundos entre um “eu te amo” e outro. De outra forma não há amor que resista. Diabetes também não....

        Essa estória de que amor demais não faz mal a ninguém é pura fantasia, historinha pra boi dormir. Amor demais faz mal sim. Mal ao coração, mal ao ego, mal ao orgulho, mau a auto-estima.
        Magoa o coração de quem ama, por que este tem consciência de que ama e ama muito. Por isso ele demonstra muito. Desse jeito ele acaba fazendo mal ao ego da pessoa amada, que sabe que é amada, então pisa, não liga, não da bola, reclama de tudo por que sabe que o outro vai sempre lhe dar razão. Por esses e outros motivos acaba fazendo um mal bem maior a pessoa que ama muito: estraga seu orgulho bom, deixa tudo mau. Tudo vira rancor, raiva, ódio, porque nunca foi correspondido, sempre esteve à disposição e o outro nem ai.
       Essa reviravolta faz mal a pessoa amada. Coitada, nunca tinha levado um gelo do outro e agora é rejeitado, e pior, ouviu o outro dizer que ele não serve pra nada, que não merece ser amado por ninguém, que não sabe amar e não merece ser feliz. Acabou com a pessoa amada.
      Por isso que eu digo: nada de muito demonstrar o amor, seja paciente. “eu te amo” duas vezes ao dia basta. Seja o primeiro e o ultimo a ligar, até que da pra ligar mais algumas vezes, porem nunca o tempo todo.
     O tempo todo enjoa. Até o amor pouco demonstrado enjoa, quem dirá o diabetes ambulante.

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