É natural demais, quase como os processos biológicos do meu
corpo. Sinto-os até em sua viagem pelas veias e artérias, sendo levados a todos
os recantos do corpo e depois se esvaindo pelas pontas dos dedos em direção ao
universo. É pra equilibrar. Primeiro me lava, e depois leva outro alguém a
conhecer o mesmo processo. E não poderia ser diferente, não seria correto
manter só pra mim quando ele aquece e brilha tão sozinho como o sol, tão
próximo quanto o vento mais suave, tão forte quanto o balanço do mar em dias de
tempestade. Tão natural como o bater de asas de uma borboleta que altera em
segundos toda e qualquer coisa que poderia existir, ou que viesse a ser.
Perdi as contas de quantas vezes eu abri a nossa conversa pra ver se tinha coragem de enviar alguma mensagem. A minha torcida para que você estivesse escrevendo algo era maior que a torcida do Brasil em época de mundial feminino e masculino. Tem emoção demais nesse processo. Mas seu online não durava muito tempo. Você sumiu. Eu sinto saudades. Mas não vou te procurar. Respeitar seu tempo é isso, não é? Depois de tudo que te falei, de todos os pratos que pus na mesa, não pode ser eu a ir até você, porque foi você quem se sentiu pressionada. Então eu me afasto, e fico no escuro. Sem saber se em alguma hora você vai chegar, se vai fazer questão de mim. É horrível se ver nessa situação, de quem se apaixonou novamente quando nem achava que tava pronta pra isso. Mas tem uma beleza também, porque me mostra que alguns processos anteriores já foram esquecidos, algumas dores já foram curadas e eu estou pronta pra outra. Queria que a outra fosse você e lembro de quando você disse que esperava qu...