É natural demais, quase como os processos biológicos do meu
corpo. Sinto-os até em sua viagem pelas veias e artérias, sendo levados a todos
os recantos do corpo e depois se esvaindo pelas pontas dos dedos em direção ao
universo. É pra equilibrar. Primeiro me lava, e depois leva outro alguém a
conhecer o mesmo processo. E não poderia ser diferente, não seria correto
manter só pra mim quando ele aquece e brilha tão sozinho como o sol, tão
próximo quanto o vento mais suave, tão forte quanto o balanço do mar em dias de
tempestade. Tão natural como o bater de asas de uma borboleta que altera em
segundos toda e qualquer coisa que poderia existir, ou que viesse a ser.
Escrevo o que penso, ensaio o que sinto. Nem tudo é real, mas tudo sou eu.