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História preta

Eu, negra, resisto
insisto
persisto
Mulher.

Eu, mulher, me indigno
Reclamo
não desanimo
não calo.

Me dirijo ao falo
Cuidado!
Teu mastro não me empodera
Antes tenho meu turbante
coroa ancestral
de beleza me inunda
e quem olha, venera.


Mulher,
Desde criança preterida
das amigas não era a mais bonita
pro meu corpo só um adjetivo
negra

O espelho era inimigo
a auto estima era cativa
e a falsa liberdade
de perder a identidade
se fez de amiga.

Ai descubro a ancestralidade
reconheço a interseccionalidade
digo ‘não’ ao colonialismo

Me declaro feminista, mulher negra.

Da melanina, conheço a história
e retorno a tempos de gloria
de um passado mais que presente
do meu povo, minha gente.

Eu, mulher preta
retorno ao afro-amor
afro-memória
Tomo posse de toda a minha história.

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