Coração, parece que aprendi a te amar agora que a distância é concreta. A certeza disso me deixa insustentavelmente leve. Caminhando na linha tênue entre a tristeza do quase "tarde demais" e o "que bom que descobri". Que bom que eu descobri como amar você. E eu fiz isso por mim, não leve a mal. Foi como entrar no mar pela primeira vez. Foi como ouvir Nina cantando "Feeling Good" pela primeira vez e entender que a vida é mesmo cíclica. Foi descobrir que a gente muda sim! E eu me sinto bem. Não te peço nada só que me deixe ser uma boa lembrança.
Perdi as contas de quantas vezes eu abri a nossa conversa pra ver se tinha coragem de enviar alguma mensagem. A minha torcida para que você estivesse escrevendo algo era maior que a torcida do Brasil em época de mundial feminino e masculino. Tem emoção demais nesse processo. Mas seu online não durava muito tempo. Você sumiu. Eu sinto saudades. Mas não vou te procurar. Respeitar seu tempo é isso, não é? Depois de tudo que te falei, de todos os pratos que pus na mesa, não pode ser eu a ir até você, porque foi você quem se sentiu pressionada. Então eu me afasto, e fico no escuro. Sem saber se em alguma hora você vai chegar, se vai fazer questão de mim. É horrível se ver nessa situação, de quem se apaixonou novamente quando nem achava que tava pronta pra isso. Mas tem uma beleza também, porque me mostra que alguns processos anteriores já foram esquecidos, algumas dores já foram curadas e eu estou pronta pra outra. Queria que a outra fosse você e lembro de quando você disse que esperava qu...