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Aos dezessete

         Sinto-me obrigada a concordar contigo, aos dezessete já vivi sim muitas coisas. Foram vários sorrisos, muitas lagrimas, diversas brigas e nem dou conta de quantas estórias tenho pra contar. Com dezessete, olho pra trás e sinto que não há muitas coisas para me arrepender. Tudo que eu fiz, me fez crescer. Me sinto um pouco mais forte agora...
            Um pouco mais, e mais a cada ano que passa, pois foi nos meus momentos de frustração e desespero que eu mais cresci, foi lutando contra cada situação que eu descobri que eu posso ir mais longe, posso seguir em frente sim, e eu sempre vou continuar.
           Discordo em uma coisa: o meu coração não me faz prisioneira. Ele nunca tentou de verdade me prender nem me cegar. Todos os meus sentidos continuam alerta, por vezes confusos, mas firmes e fortes. Não ando me enganando tão facilmente.
           Aos dezessete já vi sim muitas coisas. Investi e desisti sem muita luta. Me frustrei várias e várias vezes. Mas não somos assim? Com toda essa explosão de hormônios, “o querer” e o “não quero mais"? Sinto que somos normais e estamos suscetíveis às tramas do destino e por mais louca que eu seja em determinados momentos, continuo bem. Meu grito de socorro é só um jeito que o meu coração encontrou para extravasar.
         E se quer saber a verdade minha amiga, nós ainda temos muito pra viver, mesmo que tenhamos dezessete.

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