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Pequena Alice

      Usei sua blusa preferida hoje. A Alice estava de novo no País das Maravilhas. Eu não me sentia tão maravilhada assim. Andava meio confusa, cabisbaixa, sem muita sorte na vida. As lembranças iam e vinham, e em minha memória só tinha você...
       O coelho a todo momento lembrava-me de como estava atrasado e em minha memória só vinha você e todo o tempo perdido com bobagens. O Gato de Cheshire me amedrontava com aquele sorriso, um sorriso que revelava muito mais coisas do que as palavras ditas. Me dava medo.
      Ah, o chapeleiro! Eu o visitei também e em minha mente mais uma vez vinha você.  Ele é louco, louquinho de pedra igual a você, ele sim sabe viver a vida, sabe ter esperança, igual a você.
       Corta-lhe a cabeça não adiantaria em nada, você é capaz de sobreviver sem ela, porque todos os seus atos (pensados ou não) procedem do seu coração. Que um dia me pertenceu, mas será sempre da Alice.
Do país das maravilhas.
   
 
“Should've kissed you there, I should've held your face, I should've watched those eyes Instead of run in place. I should've called you out, I should've said your name, I should've turned around. I should've looked again.”

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Não quero que ouças minhas músicas, elas me pertencem. Saber que tu as ouve é o mesmo que sentir que ainda não me deixou pra trás. Não posso aceitar que algo que é meu, que em mim virou segunda pele, seja profanado pelos teus ouvidos e pela tua boca, mesmo que essa boca já tenha conhecido a primeira pele. Mas a segunda não, essa é só minha, ninguém conheceu e eu não tenho vontade de lhe mostrar. Não posso aceitar que me deixes ir embora, mas faça questão de ter um pedaço meu. Então dá cá minhas coisas, esquece as músicas que lhe mostrei, e deixa a pele crescer e aquecer o que você deixou.

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