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Amor, amor

Você disse que eu só sei pensar em amor, que respiro amor, que choro amor, sorrio amor, amor, amor, amor... Disse que eu não vivo e nem sirvo pra outra coisa. 
O engraçado amor é que todo esse tempo pensei que soubesse, ou que ao menos imaginasse, que na verdade amor pra mim era você, e se eu for seguir a sua lógica (que não deixa de ser verdadeira)  eu vivi por e pra você. Eu só pensava em você, respirava você, chorava você, sorria você, você, você, você.
Foi sempre você e eu nunca me incomodei em deixa de ser eu pra ser sua. Pra viver e sonhar inteiramente com você. Com o moço que até no nome tem amor.

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Distúrbio de ritmo

Não quero que ouças minhas músicas, elas me pertencem. Saber que tu as ouve é o mesmo que sentir que ainda não me deixou pra trás. Não posso aceitar que algo que é meu, que em mim virou segunda pele, seja profanado pelos teus ouvidos e pela tua boca, mesmo que essa boca já tenha conhecido a primeira pele. Mas a segunda não, essa é só minha, ninguém conheceu e eu não tenho vontade de lhe mostrar. Não posso aceitar que me deixes ir embora, mas faça questão de ter um pedaço meu. Então dá cá minhas coisas, esquece as músicas que lhe mostrei, e deixa a pele crescer e aquecer o que você deixou.

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VIVA-SE