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O que eu quero no 8 de Março.


Não me dê flores por que eu não as quero, eu mesma posso me dar flores. O que eu não posso é deixar de ter medo de andar em determinadas ruas porque eu não sei o que vai me encontrar ao virar a esquina. Eu não posso usar minha saia predileta porque alguém saiu por ai espalhando que isso é uma forma de convite para fazer sexo, mesmo que eu não queira e nem permita. Eu não posso me dar o "luxo" de receber o mesmo salário que o meu colega de trabalho e nem posso receber mais quando sou mais eficiente que ele. Eu não posso me permitir ficar solteira e ser feliz porque alguém ai falou que uma mulher só é feliz e realizada com filhos e um marido.  Por isso eu cansei de flores. Me dê "permissão".  Ratifique os meus direitos.  Me veja como um igual, por que é isso que eu sou e é isso que eu quero.

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Perdi as contas de quantas vezes eu abri a nossa conversa pra ver se tinha coragem de enviar alguma mensagem. A minha torcida para que você estivesse escrevendo algo era maior que a torcida do Brasil em época de mundial feminino e masculino. Tem emoção demais nesse processo. Mas seu online não durava muito tempo. Você sumiu. Eu sinto saudades. Mas não vou te procurar. Respeitar seu tempo é isso, não é? Depois de tudo que te falei, de todos os pratos que pus na mesa, não pode ser eu a ir até você, porque foi você quem se sentiu pressionada. Então eu me afasto, e fico no escuro. Sem saber se em alguma hora você vai chegar, se vai fazer questão de mim. É horrível se ver nessa situação, de quem se apaixonou novamente quando nem achava que tava pronta pra isso. Mas tem uma beleza também, porque me mostra que alguns processos anteriores já foram esquecidos, algumas dores já foram curadas e eu estou pronta pra outra. Queria que a outra fosse você e lembro de quando você disse que esperava qu...

Distúrbio de ritmo

Não quero que ouças minhas músicas, elas me pertencem. Saber que tu as ouve é o mesmo que sentir que ainda não me deixou pra trás. Não posso aceitar que algo que é meu, que em mim virou segunda pele, seja profanado pelos teus ouvidos e pela tua boca, mesmo que essa boca já tenha conhecido a primeira pele. Mas a segunda não, essa é só minha, ninguém conheceu e eu não tenho vontade de lhe mostrar. Não posso aceitar que me deixes ir embora, mas faça questão de ter um pedaço meu. Então dá cá minhas coisas, esquece as músicas que lhe mostrei, e deixa a pele crescer e aquecer o que você deixou.

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Os pássaros cantavam quando caminhei pelo entorno de Oxum. Sua melodia compôs a música que embalava meus passos. O vento, com sua leveza, coparticipou do soneto e misturou-se aos arranjos de vida que tocaram minha pele. Balançou levemente e persistentemente a estrutura óssea, pélvica, nervosa, capilar e emocional dentro de mim, tal qual o balanço das árvores verdes que crescem na beira do rio. O encontro de Oxóssi e Oxum me toca profundamente e desperta em mim a sensação de agradecimento pela vida, pelo ar que eu respiro, por ser quem eu sou. Meus olhos não se afastam do rio e nem do verde. Meus olhos contemplam a beleza dos pássaros que se banham e se relacionam nas águas deste rio. Eu vou seguindo e deixando o som da correnteza embalar minha respiração. Que eu seja a correnteza que passa e lava todo pensamento de desamor e toda forma de autossabotagem, porque Oxum é amor. Que eu seja como as árvores frondosas da mata, que balançam e permanecem de pé, enraizadas, porque Oxóssi é firme...