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Ciúmes.

Ah maldito ciúmes, que corrói, fere e sangra. Ciúmes de um nome, um alguém que eu nem mesmo conheço. E não quero ter o infeliz prazer de conhecer, pra não deixar na cara que eu queria estar no lugar dela, dessa feliz pessoa que chegou na hora certa, a pior hora dos meus dias.

Deve ser daquelas pessoas que saem por ai se gabando, deve pensar ser a melhor pessoa do mundo porque neste momento esta abraçando a minha melhor pessoa do mundo, talvez meu mundo inteiro.Maldito ciúmes. Ciúmes de um nome. Um nome sem rosto e sem sobrenome. Sem muitas estórias pra contar, apenas causos inventados por uma mente ciumenta e raivosa.Ciúmes de um nome, e por causa deste terei ciúmes de cada uma que este nome tiver, e por ter apenas um nome procuro seu rosto em cada mulher. Espero sinceramente jamais te encontrar.

em 12/01/12

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Distúrbio de ritmo

Não quero que ouças minhas músicas, elas me pertencem. Saber que tu as ouve é o mesmo que sentir que ainda não me deixou pra trás. Não posso aceitar que algo que é meu, que em mim virou segunda pele, seja profanado pelos teus ouvidos e pela tua boca, mesmo que essa boca já tenha conhecido a primeira pele. Mas a segunda não, essa é só minha, ninguém conheceu e eu não tenho vontade de lhe mostrar. Não posso aceitar que me deixes ir embora, mas faça questão de ter um pedaço meu. Então dá cá minhas coisas, esquece as músicas que lhe mostrei, e deixa a pele crescer e aquecer o que você deixou.

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Os pássaros cantavam quando caminhei pelo entorno de Oxum. Sua melodia compôs a música que embalava meus passos. O vento, com sua leveza, coparticipou do soneto e misturou-se aos arranjos de vida que tocaram minha pele. Balançou levemente e persistentemente a estrutura óssea, pélvica, nervosa, capilar e emocional dentro de mim, tal qual o balanço das árvores verdes que crescem na beira do rio. O encontro de Oxóssi e Oxum me toca profundamente e desperta em mim a sensação de agradecimento pela vida, pelo ar que eu respiro, por ser quem eu sou. Meus olhos não se afastam do rio e nem do verde. Meus olhos contemplam a beleza dos pássaros que se banham e se relacionam nas águas deste rio. Eu vou seguindo e deixando o som da correnteza embalar minha respiração. Que eu seja a correnteza que passa e lava todo pensamento de desamor e toda forma de autossabotagem, porque Oxum é amor. Que eu seja como as árvores frondosas da mata, que balançam e permanecem de pé, enraizadas, porque Oxóssi é firme...

VIVA-SE