Quando eu fico extremamente triste eu desisto de mim. Eu penso
no que eu quero e tudo me parece impossível de conseguir. Eu não me vejo lá, no
distante, no futuro. Eu fico aqui, presa, revivendo diversas memórias sem de
fato me atentar pro percurso. A dureza da vida é saber entender. Faço o compromisso
comigo mesma de meditar e fazer yoga. De acordar cedo e cumprir as tarefas do
dia. Loto o mural de avisos e retiro tudo que possa me distrair. Não adianta. Viver
dentro da cabeça é isso: mercúrio em peixes.
Perdi as contas de quantas vezes eu abri a nossa conversa pra ver se tinha coragem de enviar alguma mensagem. A minha torcida para que você estivesse escrevendo algo era maior que a torcida do Brasil em época de mundial feminino e masculino. Tem emoção demais nesse processo. Mas seu online não durava muito tempo. Você sumiu. Eu sinto saudades. Mas não vou te procurar. Respeitar seu tempo é isso, não é? Depois de tudo que te falei, de todos os pratos que pus na mesa, não pode ser eu a ir até você, porque foi você quem se sentiu pressionada. Então eu me afasto, e fico no escuro. Sem saber se em alguma hora você vai chegar, se vai fazer questão de mim. É horrível se ver nessa situação, de quem se apaixonou novamente quando nem achava que tava pronta pra isso. Mas tem uma beleza também, porque me mostra que alguns processos anteriores já foram esquecidos, algumas dores já foram curadas e eu estou pronta pra outra. Queria que a outra fosse você e lembro de quando você disse que esperava qu...