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Doses homeopáticas

Eu preciso de doses homeopáticas de mim, das dores da minha realidade. Psiquiatras e psicólogos são estágio último deste coma induzido. Eu estou em estado clínico de autopreservação, depois daqui não falta nada.
Minhas dores são silenciosas porque a realidade se distrai com leituras e podcasts. Mas acredito em Gil, peço a benção e sei que um dia vou me livrar da síndrome do intelectualismo, da banalidade das coisas materiais, do arroto arrogante do exibicionismo e das algemas que é fingir ser e estar bem. Não estou. Não posso estar quando tem tantas e tantas coisas que me aprisionam, que me forçam até a beira do abismo e me pedem pra olhar lá embaixo.
Eu não quero nomear, eu fujo dos nomes como meus gatos fogem da água fria, como as crianças correm em momento de galinha gorda, só que em direção contrária.
Ninguém vê que a força de todo dia é máscara de quem não aguenta mais.
Eu preciso de doses homeopáticas de mim porque eu quero continuar seguindo em paz, acordar do coma e ser feliz.

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Então, tem essa vela, podemos chamar de vela não podemos? Ta, então, tem essa vela e ela ta acesa, então tem essa chama também junto com a vela e a chama é a vela... É sobre a chama que eu quero falar entende? Olha, não liga muito pra simbologia, só tente me entender, eu preciso te dizer isso. Tem uma vela, e tem a chama e elas são a mesma coisa, e então vem o sopro, vem o vento sabe? Ta me entendendo? Você consegue imaginar? Sim, imaginar, fecha os olhos vai, só escuta o que eu to tentando falar e imagina as coisas que você ta escutando. É imagina, por favor, eu preciso falar porque é importante que você saiba o que eu penso. Ok. Isso, olhos fechados, la vai. Tem a vela acesa, queimando e deixando a borra escorregar nas laterais como se tivesse transbordando. Isso, exatamente, como se tivesse chegado ao limite, mas agora fica quietinho por que eu odeio ser interrompida. A vela chegou ao limite e então ela esta transbordando, se esvaindo em borras e a borra vai se espalhando pelo chão ...
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