Pular para o conteúdo principal

Postagens

Pequenos fragmentos I

Preciso aprender a esperar menos. Dos amigos, dos cantores,  dos autores. Preciso aprender a esperar menos dos lugares, das pessoas até  então desconhecidas, dos cursos de idiomas, da faculdade escolhida. Menos, cada  vez menos. Menos de tudo, frustrações, entregas, decepções, expectativas. Menos  de mim pra vocês, pra sobrar um pouco mais de mim pra mim mesma.

Cair no esquecimento

Adoro ver essas pessoas se queixando de esquecimento. Esquecem, porém elas, que também se esqueceram dos mesmo que julgam te-las esquecido. E se é pra falar a verdade, prefiro mesmo esquecer. E viver esquecendo que mendigando lembranças e amizades.

Mulher Lavinscky

Eu descobri um anjo, e ela tem sexo, é feminino, é feminina, é mulher. Uma mulher guerreira que não titubeia e nem pensa em parar nas esquinas da vida. Não, ela não. Ela segue em frente, vai adiante e é humilde o bastante pra olhar pra trás. Ela é sensível, ela chora, ela ri, se descontrola. Ela é Mulher. Dessas com eme maiúsculo e com o salto maior que o próprio umbigo. Ela ama, se encanta, se apega e não desapega. Se entrega em tudo e à todos de modo único, ela nunca será igual pra mim, ou pra você. Ela se preserva, ela se ama. E eu amo isso nela.

Amor, amor

Você disse que eu só sei pensar em amor, que respiro amor, que choro amor, sorrio amor, amor, amor, amor... Disse que eu não vivo e nem sirvo pra outra coisa.   O engraçado amor é que todo esse tempo pensei que soubesse, ou que ao menos imaginasse, que na verdade amor pra mim era você, e se eu for seguir a sua lógica (que não deixa de ser verdadeira)    eu vivi por e pra você. Eu só pensava em você, respirava você, chorava você, sorria você, você, você, você. Foi sempre você e eu nunca me incomodei em deixa de ser eu pra ser sua. Pra viver e sonhar inteiramente com você. Com o moço que até no nome tem amor.

Homo in-sapiens

      Depois de mais uma crise, cheguei a uma conclusão: você verdadeiramente se conhece nos momentos de desespero.  Então, tudo que eu pensava saber sobre mim foi repensado depois de várias crises (emocionais, existências, psíquicas, financeiras e afins) e acabo por descobrir que “nada sei do que sei” como dizia Sócrates.     Se me questionassem sobre minha personalidade eu diria, em minha inocência, saber tudo sobre mim mesma. Eu diria que sou uma pessoa altruísta, corajosa, amável, educada e várias outras qualidades que me viessem à cabeça, e por ser sincera eu diria que como todo ser humano normal, tenho meus defeitos – por vezes idiota, fria, insensível, contraditória, sincera demais (o que para uns é defeito). Muito embora eu citasse alguns apenas, deixando os mais tenebrosos embaixo do pano.

Outros ares

   Andam por aí dizendo que só se da valor quando se perde, creio que é a mais pura e sincera verdade, posso até considerá-la  como uma verdade universal, ao menos pra mim ela é. Ou veio a ser.    De fato percebo que nunca dei o valor verdadeiramente merecido ao meu mundo (e por mundo quero dizer pessoas)...

Só hoje

   Hoje não to a fim de dar bom dia pra ninguém. To cansada de sorrisos por educação. To cansada de ser educada sempre. Quero poder passar na rua com a cara fechada sem dar um único “oi”, não quero perguntar se as pessoas estão bem, e também não quero responder essa pergunta.      Hoje eu adoraria curtir minha chatice, e melhor, queria que todos percebessem o quanto estou chata e me dessem um dia de folga. Um dia só, é só isso que eu peço. Um dia pra ser eu mesma, pra rir quando tiver vontade, sorrir pra quem eu quiser, ficar calada sem ninguém me perguntar o porquê.     Um dia. Nem é um absurdo tão grande assim.