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Yo sangro, tu sangra, ella sangra. Nosotras vivimos.



Exposição fotográfica com o tema "Sangro, pero no muero"  da artista Isa Sanz, mostra mulheres interagindo com o sangue menstrual, que ainda é tido como impuro e vergonhoso na sociedade. O amor escrito com sangue na parede deveria nos lembrar que impureza e vergonha não devem ser palavras do "vocabulário menstrual". Que comecemos a troca-las por saúde e vida.

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Despedida - Mc Tha

Perdi as contas de quantas vezes eu abri a nossa conversa pra ver se tinha coragem de enviar alguma mensagem. A minha torcida para que você estivesse escrevendo algo era maior que a torcida do Brasil em época de mundial feminino e masculino. Tem emoção demais nesse processo. Mas seu online não durava muito tempo. Você sumiu. Eu sinto saudades. Mas não vou te procurar. Respeitar seu tempo é isso, não é? Depois de tudo que te falei, de todos os pratos que pus na mesa, não pode ser eu a ir até você, porque foi você quem se sentiu pressionada. Então eu me afasto, e fico no escuro. Sem saber se em alguma hora você vai chegar, se vai fazer questão de mim. É horrível se ver nessa situação, de quem se apaixonou novamente quando nem achava que tava pronta pra isso. Mas tem uma beleza também, porque me mostra que alguns processos anteriores já foram esquecidos, algumas dores já foram curadas e eu estou pronta pra outra. Queria que a outra fosse você e lembro de quando você disse que esperava qu...

Você é fim de tarde

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Útero de nós mesmas

Nós vamos parir a revolução. Nós vamos parir a revolução. A nós coube a potência do gestar e estamos gestando a caída do muro, a construção da ponte, as cordas que nos puxarão para cima. Nós vamos parir um novo dia em que nosso parir não seja doloroso, não seja resposta de pecado, nem culpa pela dor do mundo. A gente tá parindo. Todo dia um filete de água burla a barreira das nossas calcinhas, desce e refresca nossas pernas e escorre em contato com a terra. Todo dia a água sai e se junta num grande rio. Estamos parindo a revolução de um dia que se constrói a partir da soma das nossas águas. Que encontra jeito e abre passagem entre as margens que oprimem. Estamos parindo e o nosso corpo é pura ebulição. Estamos nos transformando em vapor e condensadas na lâmina fria do machado afiado, vamos descer igual tempestade e fazer reviver os rios secos. Somos útero de nós mesmas e vamos parir a revolução.